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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

SORRIR


Primeiro dia de aula. estudar é maravilhoso! É isso que dizemos aos filhos quando estão em idade de frequentar a escola.
Enquanto ia à escola, a criança em seu primeiro dia de aula, perguntando:
_ Mãe, a professora é “legal”?
_ É, filho, ela é muito “legal”, é maravilhosa!.
_ Mãe, vamos voltar outro dia, eu não conheço a “tia”...
_ Não, vamos lá ver a professora, ela sabe contar histórias, cantar, brincar e te ensinará muitas coisas.
_ Hamm... Como é o nome dela?
_ Ainda não sei, mas tenho certeza que ela é ótima.
_ Mãe!
_ Há menino, pare de perguntar.
Entra na escola, lá no canto de uma sala a professora sentada numa cadeira, frente a um velha mesa, via-se que fora envernizada um dia, mas seu estado atual é bem desgastado. Olha as paredes e, observa que um dia fora desenhado algo bem bonito nelas, algum desenho infantil, talvez um bosque, com um lobo e a chapeuzinho. Observa também que depois de algum tempo o desenho desbotou, perdeu a graça e a professora colou alguma coisa por cima, talvez cartazes com números, letras e atividades realizadas com os alunos no ano anterior.
No outro canto da sala observa que um armário já bem velho, improvisado, feito de tábuas de forrar o teto de uma casa, talvez um funcionário da escola tenha o feito para serviria para guardar os materiais da professora.
Fica observando que a mestre, muito primorosa, tentava encapar o armário para que conseguisse dele uma aparência normal, melhor, disfarçar a velhice.
Fiquei pensando naquele momento, enquanto aguardava outros pais conversarem com a professora; Onde estariam os responsáveis por aquele descaso? Era desanimador permitir que crianças chegassem pela primeira vez à escola e se deparassem com aquele armário que parecia um grande escombro. Era feio de ver.
Certamente os filhos dos governantes não estudam ali. Paramos pra ver aquilo que pode interferir na nossa vida ou na vida de nossos filhos.
Pensa e observa tudo enquanto aguarda a professora, rodeada de pais e alunos. A mãe pensa que aquela imagem, era a imagem que meu filho teria pela vida, da sua primeira escola, da sua experiência com a educação sistemática. Aquela seria a primeira lembrança de uma escola, do dia em que foi conhecer as letras. A lembrança que deveria ser tão terna, era decepcionante.
A criança fica ali, de tudo que viu uma é a mais importante: a professora. Por uns instantes a passa a comparar os novos materiais que trazia nas mãos com o que os novos coleguinhas traziam. Materiais comprados com sacrifício e dificuldade pela maioria. Mas para as crianças o importante é verificar quem trouxe o que consideram – bonito.
A professora chama enfim o nome dele, confere os materiais e diz: “amanhã ele volta”, em seguida chama outro nome de aluno.
No caminho de volta pergunta-se:
- E então, gostou da nova professora?
- É...[um espaço de tempo passa, a criança fica pensativa] não sei, ela nem sorriu pra mim.

Erika Rosa
Ariquemes 01/02/2009

Tecnologia na Escola


Nesta unidade foi possível pensar sobre um projeto aplicado com alunos na área tecnológica. Hoje é muito comum se trabalhar com projetos, entretanto os projetos são levados pronto ao aluno que precisa apenas responder a determinados quesitos.
É importante que o aluno participe do processo de criação do projeto para que isto sirva como estímulo em sua participação das atividades.
É cada vez mais evidente a necessidade em se integrar teoria e prática, mas ainda há dificuldades a se superar. O mesmo acontece com os alunos, sabem dizer tudo sobre meio ambiente, solidariedade, respeito, mas muitos não colocam em prática. O educador também domina inúmeros conteúdos, são multifacetados (professor, médico, psicólogo), mas quando se trata de inovar há certa resistência.
Existe ainda muitas aulas tradicionais com pouco recurso inovador. Alguns infelizmente resistem ao avanço tecnológico. A mudança é certa. Ao ler um livro de Jussara Hoffman ela dizia em um dos capítulos que quando pensamos em mudar de casa ficamos empolgados: casa nova, melhor, mais aconchegante, etc., mas quando iniciamos a mudança, carregando caixas, guardando objetos, desconstruindo a velha casa percebemos que não é fácil mudar. Há muito trabalho empenhado nisso, mas se não desorganizamos a velha casa, não organizamos a nova.
Acredito que o diferencial entre todas as metodologias, como afirma Barbosa, em sua entrevista ao programa Salto para o Futuro quando diz que o Currículo que inclui o uso tecnológico como fonte de pesquisa e que desperte a curiosidade, certamente terá êxito e aprendizagem para a vida real. Então a diferença está entre despertar o interesse e a curiosidade do aluno, pois se percebe a relação direta entre o que está aprendendo na escola e as ferramentas que precisa para usar na vida.
Tecnologia hoje é fato. Os seres humanos dependem destes recursos para facilitar a vida, aprender e ter entendimento do mundo em que participam socialmente e este processo tem que fazer parte do ensino escolar.


erika.rosa
24/11/2010

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O papel da internet na educação

Eu não consigo conceber nos dias atuais uma escola que não use a Internet. Sei que ter Internet é um problema de amplitude maior que um coordenador pedagógico, o diretor e o professor muitas vezes, não podem alcançar, até mesmo pela burocracia dos projetos, aqueles PPPPs da vida, e os aspectos legais que acabam dificultando muito o processo.
Ontem, entrei numa escola e no horário do lanche perguntei a um aluno, quantas vezes tinha ido ao Laboratório de Informática, e a criança me disse que nenhuma vez. Fiquei mesmo triste!
Agora eu não consigo entender como uma escola pode ter Laboratório de Informática, projetos como o UCA ou semelhantes nas escolas particulares, e o professor não leve este mundo ao aluno. É como privar alguém de um direito fundamental. O fato de que eu não goste de comer feijão, não pode me impedir de deixar os alunos experimentarem. É como tirar a bengala do cego, ele vai dar um jeito para viver, mas a bengala facilita muito!
Uma coisa só é para se pensar, o que leva o mundo inteiro a usar essa parafernalha, o que seduz tanta gente, o que faz com que tanto dinheiro gire em torno desta máquina ?
Bem, através desta podemos discutir e conhecer qualquer assunto, qualquer lugar, ainda mais com a qualidade das imagens, tridimenssionais, etc e tal. Também a quantidade de sites e programas dirigidos a todo tipo de conhecimento. É difícil para de ler, buscar, pesquisar e levar todo o universo dentro do pen-drive para a sala de aula, ou levar a sala de aula para o mundo conhecer. Esta é outra utilidade riquíssima da Internet, mostrar todos os trabalhos, mostrar o grande potencial deles, mostrar que dá pra deixar um desafio na mão dos alunos que eles conseguem resolver, desde questões de raciocício, pesquisa, a questões como montar e desmontar a máquina que contém a Internet e até fazer uma melhor.
Precisamos perder o medo. Não já o que temer. Nos dias atuais conviver com omundo eletrônico é fundamental, e precisamos reproduzir essa convivência na escola com urgência.
Acredito no ensino significativo e no ensino que co-relaciona saberes necessários a melhor sobrevivência do ser humano, sejam eles quais forem. O importante é que despertem a criatividade e o saber viver de forma mais igualitária, com ética e respeito ao próximo.


Ariquemes, 22/09/2011
@erika_rosa

terça-feira, 30 de agosto de 2011

EDUCAÇÃO DO CAMPO

Hoje/esta semana  estou em PVH numa audiência pública sobre educação do campo. É mesmo um momento de discussão, educação do campo hoje precisa de muito mais, se o ensino regular tem dificuldades, esta modalidade tem sobras. Temos mesmo trabalho a fazer.
atualmente existes várias formas de aplicabilidade do Ensino do Campo: Saberes da Terra, Pedagogia da Alternância e outras mais específicas para Ribeirinhos e Quilombolas. O fato é que todas tem funcionado, mas com uma dificuldade tremenda.Falta tanto...só que o admirável é que os educadores envolvidos neste processo se diferenciam, têm uma vontade de que dê certo!
Assim a dificuldade no percurso é grande, mas eles não param. Acreditam no que fazem. Fazem a diferença!  Conseguem realizar proezas, acredito que o diferencial em relação a outros educadores, quem também trabalham muito, demais para promoção da qualidade no ensino, é o envolvimento que criam e desenvolvem com as familias. Quando a família se envolve e entende qual a sua contribuição, todos os desafios são diluídos pelos dois pólos (escola e família), os objetivos tem mais chance de ser alcançados.

Olho para o mundo atual e tenho a impressão que a humanidade desperta para o caos que está causando. Parece-me que corre atrás do prejuízo e tenta recuperar tudo com muita pressa (refiro-me ao relacionamento familiar, escola,respeito ao outro, aprender o que realmente é necessário, etc).
Bem reconstruir, exige tempo, trabalho, planejamento e, caminhamos todos num mesmo compasso apressado atrás do prejuízo.
De qualquer forma espero poder contribuir para a promoção de mais momentos reflexivos sobre nossa prática, e diminuirmos  a chance de errar na educação, princialmente por se tratar da vida de muitos alunos gerenciados por nós.

Seja Educação do Campo ou Educação Regular!


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

ESCRITORES EM RONDÔNIA


Dr. Confúcio criou um batalhão de homens e mulheres cultos. É um tendél de gente que tem como mínimo o conhecimento tecnológico básico. São inspirados, promovem eventos, pensam e se avaliam continuamente. Neste entremeio, escrevem. Escrevem sobre tudo, mas sempre com a preocupação de estar levado informação útil que promove a mudança e o desenvolvimento (intelectual, comunitário, social, etc, etc).
Tenho alguns amigos que escrevem, são parecidos comigo, ora inspirados, ora passam tempos sem escrever, em comum temos a reflexão. Não paramos de pensar, sabemos que tem muita coisa a ser revista em Rondônia e no país e não nos contentamos em esperar, estamos contribuindo para a mudança, seja conversando em pequenos, grupos, escrevendo aos amigos e colegas, estabelecendo metas.
O governador nos mostrou que não precisamos ser pessoas tão diferentes, muito menos ser tão grande para participar da mudança, para ajudar com nossas ideias de seres que conhecem as realidades de cada espaço. Mostrou-nos que todos são capazes quando querem. Que todos estão fazendo parte desta história e que por isso somos importantes.
Uma pessoa com todo este conhecimento e com tanta humildade. Anda no meio da multidão numa feira agropecuária pegando nas mãos de todos, abraçando, ouvindo. Ouvindo. Ele escreve muito, aquilo por que ouve e vê e ouve por ai. O real. Não fica tentando nos enganar com palavras formosas e vazias como fora tantos outros discursos.
Ele escreve. Todos sabemos muito bem a diferença entre a palavra dita e a escrita, pode ser a mesma, “mas vale um escrito”. Assim ele está criando esse pelotão, de jovens e velhos, jovens com a vontade frenética de fazer acontecer, de velhos sábios, que nos contam e dizem o que fazer.
Este governo será registrado na história sim, mas não apenas nos documentos escritos, ficará em nosso coração.

@erika_rosa
Ariquemes, 05/08/2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

COMPANHEIROS

Ao longo da vida vamos conhecendo inúmeras pessoas. 
Algumas pessoas desenvolvem afinidade suprema com as outras.
Durante a convivência vamos entrelaçando a vida, a afinidade vai se tornando semelhança de hábitos, estilos de vida, vestimenta, atividades de lazer em comum, objetos de interesse, livros e filmes
A vida vai se estreitando e parece que forma uma espécie de família.
Quando esta afinidade acontece e se tem a oportunidade de planejar estratégias juntos, com vistas ao crescimento em comum é uma rara oportunidade de desenvolver ações para o consciente coletivo.
Objetivos são traçados de forma sistemática ou subjetiva, muitos  se tornam interesse real e  concretizar estes sonhos faz parte do processo.
Daí em diante, é como se todos os anos de nossas vidas fossem ser vividos com esses companheiros. Sabe-se que  no momento em que não podemos dar o passo, alguém vai ajudar a caminhar, como águas juntas que vão cortando os leitos dos rios na certeza que chegarão ao mar.
São momentos únicos.
São dias de coragem.
Não se está só.
Significa que mais pessoas pensam as mesmas coisas, é o poder em modificar o mundo!
Um dia a vida dá uma volta e resolve abrir um braço no rio.
Os sonhos continuam os mesmos, as afinidades também, os objetivos já precisam ser revistos, adequados reorganizados.
Agora já é um pedaço da gente que se vai.
Agora duas vidas que pareciam as mesmas seguem caminhos diferentes com as mesmas convicções.
Mas é preciso ter força para dar o passo que  não daria sozinho.
Continuar.
Seguir em frente.
Mesmo que olhe para trás e me identifique sobremaneira com a paisagem de determinado lugar do rio, não dá pra parar, ficar é impossível.
Por mais que se tenha corrido quilômetros juntos, formando corredeiras ou lagos mansos.
É preciso chegar ao mar.
Companheiros são mais que amigos.
Mais que um casal.
Mais que vizinhos.
Mais que família, às vezes.
Companheiros andam dentro do coração da gente,  já nos conhecem a alma e, lá permanecem para sempre.



erika_rosa
Ariquemes 12 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

EDUCAÇÃO NO CAMPO


Educar no campo é fácil, transfere-se todos os procedimentos e técnicas usados no ensino regular e leva pra uma escola lá no campo. Leva-se os livros, os conteúdos prontos, a  metodologia, o currículo e joga tudo no ar. Tudo aquilo que foi planejado para os alunos urbanos com suas vidas tão diversa, modificada, dissemelhante, inexacta, mudada e derrama sobre crianças e jovens que deverão assimilar todo um conhecimento que não lhes é inerente.
Educar para o aluno do campo não é de forma alguma minimizar o estudo para um grupo de pessoas menos favorecidas. Não é só ensinar a ler o básico, a escrever mais basico ainda e calcular um mínimo para saber pagar o mercadinho e receber o troco certo.
Educar o aluno do campo não é ficar dizendo a ele que  precisa estudar para não passar o resto da vida "no cabo da enxada", pois isso é a vida dele, foi assim que sua família sobreviveu, isso é o que ele tem.
Educar para o aluno do campo é estabelecer um elo entre o conteúdo curricular e as ferramentas que ele precisa para criar autonomia na sua própria terra. É mostrar os caminhos para que ele possa melhorar a qualidade de vida em seu habitat natural, ou no lugar onde escolheu para viver, no lugar onde a vida o colocou.
É promover pesquisas sobre as pragas das roças, sobre meios de irrigação, sobre como remanejar a plantação na terra cansada.
É se apropriar tanto da leitura que possa fazer uma faculdade onde se especialize "nas coisas da roça" para facilitar sua vida e de seus familiares, para promover a prosperidade do lugar onde vive. Entrar no mundo das letras tanto que possa entender como funciona um financiamento, como pesquisar a melhor cultura para sua região, qual o tipo de mercado para os produtos que cultivar, qual o melhor comprador a ofertar.
Penso que a matemática da educação para o aluno do campo deve começar no meio do pasto, fazendo a cubicagem das áreas e calculando quantos bois podem ser criados em determinado espaço, depois se leva todos esses números pra sala de aula e compara com os números divulgados nos sites da Internet para uma compreensão exata das semelhanças e diferenças dos números.
Educar para o campo é entender um plano de manejo, como alternativa de sobrevivência ambiental, como renda programada e fonte de vida.
É ver o filho explicando ao velho pai que na aula de ciências aprendeu que há alternativas para plantar com sementes geneticamente modificadas, ou com o desenvolvimento de culturas completamente naturais.
O aluno precisa saber dos adubos alternativos, quais são os peixes que crescem rapidamente, qual é o economicamente viável para criar em tanques e represas, como plantar uma boa horta e sobreviver melhor.
Precisa ser respeitado como cidadão do mundo, que domina os relevos das suas terras e sabe pra onde o levarão os vales que cortam as colinas do seu lugar.

Assim me contou uma professora....

erika_rosa
Ariquemes 10/02/2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Flor do meu jardim


Acordei cedo. Aquela rotina diária. Banho, café, vê menino...coisas que professora faz antes de sair de casa.
Amanheceu chuvoso, dá uma preguiça de sair, a cama fica irresistível e pensei várias vezes antes de sair debaixo da coberta.
Fiquei pensando nos afazeres do dia, tentei organizar mentalmente o que deveria ser feito em casa - almoço - serviços domésticos - algumas instruções e aquelas recomendações de mãe. Também pensei nos afazeres do trabalho - tanta novidade - gente tão diferente! Por um momento achei que o tempo seria pouco e não daria pra fazer tudo fosse preciso.
Puxa!
É!
Abri a porta de casa e dei de cara com uma flor plantada no jardim.  Aproveitou a chuvinha, desabrochou e exibiu sua cor mais intensa!
Estava tão linda!
Passei então a pensar sobre ela. Pensei que um dia foi semente, brotou, geminou, cresceu e agora desabrochara. Fiquei feliz por saber que tinha participado disso tudo. Ajudei-a, plantei, cuidei e agora ela fazia meu dia mais bonito.
Acredito que assim são as crianças. Precisamos andar com as mãos cheias de sementes...(Cora Coralina)
Tenho uma missão enorme pela frente! Decidir junto com centenas de educadores os rumos na educação! Estamos semeando tantas coisas e preciso ter a certeza que estamos cultivando aquilo que realmente é essencial e que torne a vida do aluno significativa ou resignificada.
Plantar!
Semear!
Cuidar!
Todas estas palavras tem um enorme significado quando falamos de educação!
entretanto em breve teremos centenares de flores  florescendo à nossa porta e nos lembrando que vale a pena acordar todas as manhãs.

erika_rosa

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O COMPUTADOR VAI SUBSTITUIR O PROFESSOR?


Segundo Andrea Cecília Ramal a escola que temos ainda é tão fechada, limitada, desconectada do mundo, da vida do aluno, tão distante da realidade de imagens, sons, cores e palavras em hipermídia que constitui a nossa vida hoje. A presença da máquina leva todo professor a se perguntar: como é a minha aula? Do que decorre: Neste sentido Andrea acredita na substituição do professor. Mas não substituir por completo, substituir a rotina, a pouca criatividade, a mesmíssie.
O computador vem como transformador das exposições maçantes em aulas multimídia interativas, em hipertextos fascinantes, em telas coloridas e interfaces amigáveis preparadas para a construção do saber. Então poderemos, finalmente, ficar com a melhor parte. Aquela para a qual não nos sobrava tempo, porque pensávamos que devíamos transmitir conhecimento
Na verdade o professor não pode ser substituído, a não ser aquele tão resistente à mudança que não queira sobremaneira inserir a mídia em suas aula, até pelo fato de que esta inserção é tão óbvia que não se pode imaginar a aula sem ela.
Mas professor existe desde a fundação dos tempos, de forma informal ou formal, só o que precisa é se adequar a real necessidade da sociedade atual e incorporar às suas aulas as tecnologias para dinamizar as aulas, torná-las uma necessidade real para alunos e de fato prepará-los para a vida que hoje é completamente TEC.


erika.rosa
24/11/2010

Tecnologia na Escola


Nesta unidade foi possível pensar sobre um projeto aplicado com alunos na área tecnológica. Hoje é muito comum se trabalhar com projetos, entretanto os projetos são levados pronto ao aluno que precisa apenas responder a determinados quesitos.
É importante que o aluno participe do processo de criação do projeto para que isto sirva como estímulo em sua participação das atividades.
É cada vez mais evidente a necessidade em se integrar teoria e prática, mas ainda há dificuldades a se superar. O mesmo acontece com os alunos, sabem dizer tudo sobre meio ambiente, solidariedade, respeito, mas muitos não colocam em prática. O educador também domina inúmeros conteúdos, são multifacetados (professor, médico, psicólogo), mas quando se trata de inovar há certa resistência.
Existe ainda muitas aulas tradicionais com pouco recurso inovador. Alguns infelizmente resistem ao avanço tecnológico. A mudança é certa. Ao ler um livro de Jussara Hoffman ela dizia em um dos capítulos que quando pensamos em mudar de casa ficamos empolgados: casa nova, melhor, mais aconchegante, etc., mas quando iniciamos a mudança, carregando caixas, guardando objetos, desconstruindo a velha casa percebemos que não é fácil mudar. Há muito trabalho empenhado nisso, mas se não desorganizamos a velha casa, não organizamos a nova.
Acredito que o diferencial entre todas as metodologias, como afirma Barbosa, em sua entrevista ao programa Salto para o Futuro quando diz que o Currículo que inclui o uso tecnológico como fonte de pesquisa e que desperte a curiosidade, certamente terá êxito e aprendizagem para a vida real. Então a diferença está entre despertar o interesse e a curiosidade do aluno, pois se percebe a relação direta entre o que está aprendendo na escola e as ferramentas que precisa para usar na vida.
Tecnologia hoje é fato. Os seres humanos dependem destes recursos para facilitar a vida, aprender e ter entendimento do mundo em que participam socialmente e este processo tem que fazer parte do ensino escolar.


erika.rosa
24/11/2010

Chat e ferramentas de Comunicação


Atualmente existe inúmeras ferramentas para comunicação são técnicas e formas de linguagem que foram evoluindo com o passar da história e é através delas que hoje se desenvolvem várias formas de gestão e comunicação entre os grupos, empresas e comunidades. Ex: Marketing, Publicidade e Propaganda, Merchandising,Promoção, Eventos, Pesquisas, Assessoria de imprensa.
São vários veículos para a comunicação que podem ser utilizados de acordo com a intensão de quem as divulga: Internet com inúmeras possibilidades e as mídias eletrônicas (aparelhos de tv, rádio, etc).
A tendencia atual é que cada vez mais os veículos de comunicação sejam sincrônicos, entretanto os veículos mais tradicionais não deixam de existir como as cartas dos correios, na verdade a velocidade da interação com estes mecanismos depende muito do objetivo de cada pessoa, ou da necessidade escolar em questão. O aluno deve conhecer e acessar todas elas, pois havendo a necessidade de se comunicar o aluno poderá atender às suas necessidades, inclusive substituindo determinado veículo quando um não estiver disponível ou com falha.


erika.rosa

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

SORRIR


Primeiro dia de aula. estudar é maravilhoso! É isso que dizemos aos filhos quando estão em idade de frequentar a escola.
Enquanto ia à escola, a criança em seu primeiro dia de aula, perguntando:
_ Mãe, a professora é “legal”?
_ É, filho, ela é muito “legal”, é maravilhosa!.
_ Mãe, vamos voltar outro dia, eu não conheço a “tia”...
_ Não, vamos lá ver a professora, ela sabe contar histórias, cantar, brincar e te ensinará muitas coisas.
_ Hamm... Como é o nome dela?
_ Ainda não sei, mas tenho certeza que ela é ótima.
_ Mãe!
_ Há menino, pare de perguntar.
Entra na escola, lá no canto de uma sala a professora sentada numa cadeira, frente a um velha mesa, via-se que fora envernizada um dia, mas seu estado atual é bem desgastado. Olha as paredes e, observa que um dia fora desenhado algo bem bonito nelas, algum desenho infantil, talvez um bosque, com um lobo e a chapeuzinho. Observa também que depois de algum tempo o desenho desbotou, perdeu a graça e a professora colou alguma coisa por cima, talvez cartazes com números, letras e atividades realizadas com os alunos no ano anterior.
No outro canto da sala observa que um armário já bem velho, improvisado, feito de tábuas de forrar o teto de uma casa, talvez um funcionário da escola tenha o feito para serviria para guardar os materiais da professora.
Fica observando que a mestre, muito primorosa, tentava encapar o armário para que conseguisse dele uma aparência normal, melhor, disfarçar a velhice.
Fiquei pensando naquele momento, enquanto aguardava outros pais conversarem com a professora; Onde estariam os responsáveis por aquele descaso? Era desanimador permitir que crianças chegassem pela primeira vez à escola e se deparassem com aquele armário que parecia um grande escombro. Era feio de ver.
Certamente os filhos dos governantes não estudam ali. Paramos pra ver aquilo que pode interferir na nossa vida ou na vida de nossos filhos.
Pensa e observa tudo enquanto aguarda a professora, rodeada de pais e alunos. A mãe pensa que aquela imagem, era a imagem que meu filho teria pela vida, da sua primeira escola, da sua experiência com a educação sistemática. Aquela seria a primeira lembrança de uma escola, do dia em que foi conhecer as letras. A lembrança que deveria ser tão terna, era decepcionante.
A criança fica ali, de tudo que viu uma é a mais importante: a professora. Por uns instantes a passa a comparar os novos materiais que trazia nas mãos com o que os novos coleguinhas traziam. Materiais comprados com sacrifício e dificuldade pela maioria. Mas para as crianças o importante é verificar quem trouxe o que consideram – bonito.
A professora chama enfim o nome dele, confere os materiais e diz: “amanhã ele volta”, em seguida chama outro nome de aluno.
No caminho de volta pergunta-se:
- E então, gostou da nova professora?
- É...[um espaço de tempo passa, a criança fica pensativa] não sei, ela nem sorriu pra mim.

Erika Candida Rosa
Ariquemes 01/02/2009

APERTEM AS MÃOS



Política é uma vida difícil. Para os políticos ou para os cidadão votantes. Para ambos. O candidato precisa estar sempre de bem com a vida. SORRINDO. Nunca pode dizer NÃO. Nunca fica doente, nunca sente dor, muito menos fome ou sede. MEMÓRIA pra lembrar-se do nome de todos os eleitores, afinal todos somos importantes e únicos no mundo e devem ser lembrados. Concordo embora não faça essa exigência.
Na verdade parece com muitas profissões: Médico, polícia, padre, pastor…por razões óbvias (são endeusados – não sentem – apenas cuidam de nós – ao menos deveria ser - não são muito humanos – talvez não sejam mesmo).
O eleitor então tem a vida mais difícil ainda. A maioria não tem comida, médico, uma polícia, um padre ou pastor que cuide bem deles – que dirá bens de consumo como: roupas decentes, recursos tecnológicos – estudo formal que ensine-o a se defender das adversidades da vida.
É a expressão popular: “Tá ruim? Tem um pior que você.”
Numa noite pode-se cumprimentar centenas de pessoas, num aceno que pode atingir milhares, com aperto de mãos, abraço e tapinhas nas costas. É como se a cada aperto de mão uma mensagem fosse incutida:
          - Me ajude. Diz o candidato. 
          - Me ajude também. Diz o eleitor. 
          - Preciso de você para que possa realizar seus sonhos.
          - Quem não precisa. 
          - Sem seu apoio não posso representar você! 
          Me dê a mão e me dê também sua força, disposição, coragem, apoio e JUNTOS chegaremos lá! Chegar onde mesmo? Cada um tem seu sonho e acredita que está convencendo o próximo a irem juntos. Difícil é o sonho ser o mesmo. Uma coisa acontece muito, um dos dois elos da corrente pode abandonar o trato imaginário a qualquer momento, basta uma indisposição qualquer. Basta que outra pessoa ofereça uma oportunidade melhor. Então o primeiro passo para se comprometer com alguém é conhecer sua índole e procedência – CONHECENDO o outro, um elo de amizade e admiração pode se estabelecer, assim se pode de fato avaliar o quanto vale o compromisso que se tem com as coisas corretas – com o bigode.
          Se realmente cada aperto de mão fosse um compromisso de eleitor e candidato, seria uma enorme corrente que poderia fazer grandes transformações: LENDO
          Temo que a maioria que recebe o aperto de mão não leia tudo o que precisam sobre os candidatos. Falta letramento, malícia política, interpretação de leis, TEMPO, dinheiro, acesso, comida do fortalecimento corpóreo e mental.
          Investir em EDUCAÇÃO para a vida. Educação Transformadora.
          Suspiro.
          Profundo suspiro. Quero demais!
          Suspiro por este mundo melhorar pra todos, o que inclui dividir um pouco do que tenho. DIVIDIR? Ninguém quer dividir, provavelmente CONSUMIR.
           Quando um candidato aperta minha mão – penso imediatamente naquilo que posso consumir daquela aproximação.
Pensamos muito em nós mesmos, nas diversas formas e garantirmos nosso futuro e da nossa família. Mas não compreendemos que deste pensamento também contribuímos para que as coisas continuem como estão.
            APERTEMOS AS MÃOS para sentir a realidade do próximo – não com cunho meramente socialista, onde um pai divide o que tem em casa em partes iguais para todos os filhos.
           Apertem-se as mãos e leiam se aquela pessoa pode realmente representar não os seus anseios e necessidades, mas a necessidade coletiva.
          É isso que um educador deveria saber tão bem. OLHAR. EXAMINAR. LER. ENTENDER. REPASSAR e DESPERTAR.
           Todos nós precisamos ser POLÍTIOS, ler – olhar – examinar – entender – repassar – despertar para o que seja político. Não podemos avaliar com lucidez aquilo que não se conhece. É possível sim examinar algo ou assunto sem se contaminar. É preciso avaliar verdadeiramente considerando as inúmeras possibilidades em se apertar as mãos dos desconhecidos.
           Apertem as mãos!

Ariquemes 04 de julho de 2010.
Erika Candida Rosa

NECESSIDADES


          Estava em uma reunião com todos os componentes de uma equipe que tem a função de resolver e definir coisas inteligentes da vida de muitas pessoas. Como em geral o tema central da reunião se desvirtuou e em um dado momento percebi que uma das colegas estava falando sobre: Ir ao banheiro – a conversa chegou neste texto por tratarmos do assunto traumas da infânci. Então a colega dizia que ao ir ao banheiro, aproveitava pra ler tudo aquilo que precisamos ler e nunca conseguimos. Todo mundo deveria ler muito. Pedagogo então? Então uma outra colega falou que não conseguia misturar os dois afazeres – as necessidades fisiológicas e o ato de ler. Achei interessante a observação da colega que dizia:
_ Há eu leio com facilidade, faço minhas necessidades, dou descarga, leio mais um pouquinho, faço mais um pouquinho, dou descarga.
Como diz o dr. Fernando Valério: “Sabidamente muitas pessoas têm o péssimo hábito de ler no banheiro. Atualmente, isto ficou ainda mais evidente, já que a portabilidade de celulares potentes e netbooks tornou o antigo toalete em um verdadeiro escritório.” Por um momento pensei que ela poderia na verdade estar dando descarga em tudo o que lia, ler e jogar fora, claro que poderia estar aproveitando poucas as suas leituras. Como se concentrar nas teorias de Piaget naquelas condições. Enfim conclui que a reunião estava perdida.
          Misturar as coisas é falta de organização. Uma reunião deve ser objetiva, traçadas com pontos fundamentais do que se almeja atingir.
Embora o mundo atual tenha hoje uma exigência realmente grande em relação a tudo que se precisar aprender e dar conta de fazer, para sermos eficientes. O problema é sabermos administrar tudo isso. Acredito que esta colega tenha pouco tempo pra conversar com a família e pouco tempo de lazer, então nos entremeios faz outras coisas como esquecer a pauta da reunião para conversar sobre as fisiologias pessoais ou ler em momentos desconcentrantes.
           Temas de grande interesse profissional requer local adequado, tempo disponibilizado e programado, anotações e registros para que posteriormente se possa usar adequadamente, numa reunião por exemplo.
           É tão comum nessas reuniões as pessoas se dispersarem. Fica implícito que como nunca se tem tempo para conversas corriqueiras, se aproveita estes momentos para fazê-las. Às vezes na tentativa de serem melhor, de entender de todos os tema atuais, assumem tantas tarefas que precisam dividir o tempo das suas necessidades pessoais com as necessidades circunstanciais. Filhos, maridos e esposas, pais e mães, descansar, fazer as refeições com tranquilidade, são tantas atividades naturais hoje que sobrecarregam as pessoas.
           Uma reunião não deve ser tão séria que nunca se possa brincar ou contar uma piada, a questão é não deixar o tema fugir demais e perder o foco. Mantendo o tema, se otimiza o tempo, e dá a possibilidade de poder realizar as outras inúmeras atividades melhor, sem atropelos.
           Depois, o verdadeiro motivo das pessoas estarem no mundo é tão somente para serem humanos.

Erika Candida Rosa
14/06/2009